Como funciona, do currículo de papel até achar a pessoa
São quatro passos, e só o primeiro dá trabalho. Abaixo, o que acontece em cada um — incluindo o que costuma dar errado.
1. Você sobe o que já tem
PDF, foto tirada com o celular, print de conversa, documento do Word. Vários de uma vez. Não é preciso digitar nada nem preencher formulário: o arquivo do jeito que chegou já serve.
Este é o único passo que consome tempo seu, e ele é feito uma vez por currículo. Depois de subir, aquele candidato continua sendo encontrado em toda busca futura sem trabalho nenhum.
2. O sistema lê e separa em campos
Se o arquivo for imagem, ele primeiro é preparado — endireitado, contraste corrigido — e passa por reconhecimento de texto. Depois, um modelo de linguagem separa o texto em campos:
- Identificação — nome, telefone, e-mail, CPF quando aparece.
- Onde mora — cidade e estado.
- Experiência — cada cargo, a empresa e quanto tempo durou — inclusive quando o currículo escreve “1 ano e 3 meses” em vez de datas.
- Formação e cursos — diploma separado de curso livre, com a carga horária quando informada.
- Idiomas — e o nível declarado.
Onde isso erra: foto muito escura, letra manuscrita e papel amassado. O reconhecimento de texto não inventa — quando não consegue ler, o campo fica vazio e aparece vazio na tela, em vez de vir preenchido com um chute. A regra que o modelo recebe é explícita: campo que não está no currículo fica em branco.
3. Ele arquiva nas funções da sua empresa
As funções vêm do CNAE do seu CNPJ — uma padaria já nasce com padeiro, confeiteiro, atendente, auxiliar — e você adiciona ou remove o que quiser.
Um mesmo currículo aparece em todas as funções que ele serve. Quem foi padeiro e confeiteiro aparece nas duas listas, e não só na mais recente.
O encaixe é por experiência declarada: a pessoa aparece na função porque exerceu aquele cargo, ou um cargo que o alcança. Não há percentual de afinidade inventado para quem nunca fez aquilo — a medição que fizemos mostrou que o sinal disponível não sustenta um número desses, e um número sem sustentação é pior que nenhum.
4. Você pergunta em português
Na busca, você escreve o que precisa como falaria com um colega: “alguém para o balcão da manhã, de preferência com experiência em padaria”.
Duas coisas acontecem juntas. Uma busca por texto e por sentido acha quem tem a ver com o que você escreveu — ela sozinha já acerta a primeira posição em 95% das buscas do nosso gabarito. Depois, um modelo reordena a lista curta julgando a trajetória: quem foi balconista três anos passa na frente de quem foi três meses, e cada um vem com a frase que diz por quê.
Se o modelo falhar, a busca continua respondendo — na ordem da etapa anterior, que já é boa. Uma busca sem o reordenamento é bem melhor que uma tela de erro.
Como o candidato entra nisso
Você pode gerar um link de vaga e mandar no grupo, colar no Instagram ou imprimir com QR code. Quem abre manda o próprio currículo direto, sem criar conta, e ele já entra organizado no seu acervo.
Todo candidato que entra no sistema — por link ou porque você cadastrou — tem uma área própria onde vê o que foi extraído do currículo dele, corrige o que estiver errado, baixa os dados e apaga tudo. Esse caminho é dele, não passa por você, e existe porque a LGPD dá esse direito a ele.
O que você continua fazendo à mão
- Chamar para a entrevista — o sistema ordena e explica; ele não manda mensagem para candidato nem marca nada por conta própria.
- Decidir — não há nota de corte nem descarte automático. A lista é sugestão, e a ordem é discutível — por isso cada linha diz de onde saiu.
- Conferir o que foi lido — principalmente em foto ruim. A tela mostra o que foi extraído lado a lado com o arquivo original, justamente para isso.
Experimentar com os seus currículos
O cadastro é da empresa, pelo CNPJ, e leva um minuto. Os currículos que você subir são seus, e a página de privacidade diz exatamente o que acontece com eles.
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